Hoje "O Senhor Brecht" é recitado por Glauce Guima no CAAU, Circuito do Afeto Artistas Unidos, inaugurado e empossado pela interpretora Marina Lutfi, que promete dar um depoimento esclarecendo como tão rapidamente consegue dar conta de tudo (CDCDT).




"O Senhor Brecht" vai abrindo novos caminhos

Hoje o convite veio bastante oportuno, 
a cadeira "Bertolt Brecht: Estratégias Cênicas para Tempos Sombrios" 
do Laboratório de Artes Cênicas da PUC

Só para recomeçar!


São muitas as urgências que o nosso tempo impõe, e a nós que somos o teatro é imperativo arejar o tempo com palavras necessárias, preencher o vazio que está sendo imposto, resistir, mostrar a suficiência de nossas vozes e corpos – atrizes, atores - narradores. Primeiro mostrar quem somos, a viemos, de onde viemos (rapsodos, griots) sem as mistificações que também nos esvaziam. Sermos um pouco - só pra recomeçar! - apenas o que somos: veículos da cultura, contadores de mitos, fábulas, histórias; instauradores de um rito cultural ancestral comum.

Sala para Rapsódias



Récita na Calçada da Livraria

A Livraria Quixote, um dos pontos de encontro mais requisitados da capital mineira de leitores escritores amantes da literatura e do café, recebe sexta-feira a atriz Glauce Guima que está de passagem por Belo Horizonte com este trabalho no qual recita o livro de Gonçalo M. Tavares "O Senhor Brecht", após cinco anos de tentativas de recolher patrocínio. O projeto foi repensado como "Sala para Rapsódias" e reduzido ao máximo: corpo e voz da atriz nos brindam com o conteúdo das estórias compostas no livro deste grande escritor, sem a necessidade de palco, refletores ou quaisquer outros artifiícios que mediem a palavra do emissor ao receptor. Após a récita, contribuições voluntárias em dinheiro, sem valor mínimo muito menos máximo, permitem que ela continue circulando resistente, insistente e independentemente com o trabalho.


Rapsódias Belo-Horizontinas de Eid Ribeiro

A coletânea Crônicas de Eid Ribeiro, lançada recentemente pela Editora Javali (2016) são um retrato delicioso de Belo Horizonte, como o caso da baleia estacionada na Praça Sete em época de recessão, que amontoou um monte de gente para comprar aquela carne cinzenta cortada em filete, cenário de obra de arte contemporânea - brinca Eid. E o que sucede é curioso, engraçado, como a estadia do cineasta Luis Buñuel na cidade, e tantos outros acontecimentos que merecem sair das páginas do livro e ter lugar na memória de beagá, através dos ouvintes.
O livro será lido por Glauce Guima integral e ininterruptamente, como o fez recentemente em Lisboa com “Grande Sertão:Veredas” de Guimarães Rosa, durante 33 horas seguidas. Já Crônicas é um tanto mais curta, calculando-se o total de 5 horas a ser realizada publicamente e em voz alta, com circulação variada de público durante toda a execução.

A leitura-performance terá início às 10h de sábado dia 02/09, ao lado da estátua de Henriqueta Lisboa, localizada à Praça da Savassi (R Fernandes Tourinho com R Pernambuco), segue para o banco da Patrícia de Deus – Ideias e Papeis (R Fernandes Tourinho, 145) onde estará acontecendo mais uma edição do Bordando no Banquinho, reunião de bordadeiras que poderão ouvir algumas estórias. O término da leitura está previsto para 15h e é itinerante, sempre no quarteirão das livrarias e cafés da Fernandes Tourinho. Leve seu banquinho, cadeira de praia, biquini, óculos de sol, protetor solar. Será uma manhã e tarde agradáveis de estórias belo-horizontinas deste grande dramaturgo/ator/diretor Eid Ribeiro.

Importante ressaltar que Glauce vai estar com uma caixa para contribuições voluntárias em dinheiro, sem valor mínimo muito menos máximo, já que o
amor pelo trabalho multiplica energia mas não é capaz de produzir nutriente.


Alguns amigos estão sabendo da minha tara de ficar lendo livro inteiro por aí. Fato é que quando cheguei aqui procurei a atriz Marina Viana pra tomar nossa cervejinha cachacinha beliscar um torresminho, e ela me falou desse livro das crônicas do Eid Ribeiro. Passei na casa dela, me emprestou e li quais que de uma talagada só, que nem a branquinha da esquina. Pensei, é esse. Afora o conteúdo das histórias que é de uma riqueza inigualável, e a narrativa fluida e cativante, semelhante ao contador de causos mineiro, fazer uma performance literária como essa para mim justifica-se pelo fato de hoje em dia o hábito de ler livros tem decaído, não é verdade? E a partir deste ato ouço muitas pessoas dizerem que vão chegar em casa e ler. É como se o medo passasse, temos medo até de ler livros hoje em dia. Mas é preciso resgatar este hábito. Além de ser um ótimo companheiro, o livro nos abre a mente e nos torna mais capazes de discernir, refletir, nos modificar.”, diz Glauce.



GABIRUA é meu nome de estrada. "Nome de guerra", como se diz. Ano que vem faz 20 anos que fui batizada por Gabiru, um grande amor. Na época eu viajava, agora voltei a. Fez sentido ontem na praça quando um viajante se me apresentou:
- Marcos.
- Gabirua.
Então Gabirua começou a me atentar para umas histórias que ando vivendo e vendo por aí. Certa vez disse à Gabirua uma mentora sua:
- Você só pode contar bem as histórias dos outros depois que aprender a contar suas próprias histórias.
(CAMINHO)
Uma tarde num café, Gabirua conheceu uma mulher muito bonita que decidiu sair de casa e se separar do marido depois de 22 anos de casados.
- Só agora eu percebi que já vivia sozinha há muitos anos! - pasmou.


O Senhor Brecht segue multiplicando!

É com enorme prazer que O Senhor Brecht ganha mais um multiplicador, neste caso multiplicadora, Lu Lopes, que armou sua sessão de estreia para a próxima quinta-feira em Belo Horizonte. Lu intercala com Glauce Guima parte das 50 estórias do livro de Gonçalo M. Tavares com o objetivo de, em breve, absorver a totalidade das microficções para trilhar seu próprio caminho, por quantas e quais salas desejar. Bem-vinda, Lu!

Obrigada, Beagá!

Lembrando que só tenho mais essa semana aqui. Quem quiser agendar esse Senhor Brecht aí na sua casa (Gabriel continua como sempre circulando com o dele na cidade), me escreva porque depois só em novembro (a não ser que apareça um patrocinador - o que não espero mais) na comemoração de 1 ano de #salapararapsodias , quando o projeto ganha mais um repertório: os contos de NASRUDIN, sábio turco muito bem humorado e esperto, de 1.300 (d.C. rs). Sessão magna que dividirei com Gabriel Castro Cavalcante e a nossa mentora Gislayne Matos. A partir disso, a liberdade de escolha (rs) entre Gonçalo M. Tavares e Nasrudin, ou ambos. Borandá! Essa foto do Evandro J P Araujo, disse ele, é em homenagem ao Laranja Mecânica 😂


O Senhor Brecht no Bar do Edinho, Belo Horizonte

Segunda-feira inaugurou-se em BH a parceria de Glauce Guima com o violão de Valdênio Martinho.  A dupla vai continuar seguindo por aí, em bares café ruas e onde quer que seja, acompanhe na página do facebook Sala para Rapsódias

 



Ao final do áudio recolhido na Rodoviária do Rio de Janeiro, 
o conto de Gonçalo M. Tavares publicado em "O Senhor Brecht".
Hoje o #SalaparaRapsodias vai até Conselheiro Lafaiete, MG, com mais uma parceria - o compositor Valdênio Martinho compôs uma trilha no violão para acompanhar as estórias. Quem for de Minas e quiser agendar em sua casa, escreva-nos!


Bixiga, São Paulo, SP



Sala para Rapsódias é um projeto de narração em salas de casas, escolas, empresas, espaços culturais, buscando preservar uma prática milenar, inspirada nos rapsodos gregos e em Sherazade de As mil e uma noites, de reunir pessoas num mesmo lugar para ouvir e compartilhar histórias da vida humana individual e social. Neste tempo de virtualidades, o projeto ressalta a singularidade e a importância da presença, em que a literatura e suas narrativas são a fogueira em torno da qual nos reunimos para o convívio e a troca de afetos.

“O Senhor Brecht” de Gonçalo M. Tavares reúne 50 microficções sobre o absurdo e a lógica e captam o modo fabular de B. Brecht de contar histórias, que apontam para a necessidade de colocar em cena grandes questões da humanidade por meio de narrativas poéticas que despertem o imaginário e a sensibilidade do ouvinte. Suas fábulas, ao mesmo tempo que divertem pela irreverência, perturbam pelo humor negro, na medida em que as personagens funcionam como signos de forças histórico-sociais nas quais estamos irremediavelmente implicados e emocionam pela força poética.

Para mais informações:
https://www.facebook.com/salapararapsodias/
http://glauceguima.blogspot.com.br/
Série que vou recolhendo nas andanças

O Senhor Brecht e o Movimento dos Sem-Terra

Na rodoviária do Rio cheguei mais cedo e o Senhor Brecht entrou logo em ação. Nessa tive o prazer de conhecer o seu Zé, coordenador do MST e me convidou a fazer uma sessão em sua casa na quarta às 20h, em Jaraguá/ Grande São Paulo. Não sei onde fica, mas estarei lá. #salapararapsodias #osenhorbrecht
 


 "MUDANÇAS
Tinha sido manicure num cabeleireiro. Depois das grandes mudanças no país e aproveitando a anterior experiência profissional era agora uma das funcionárias que amputação dedos aos criminosos." (#goncalomtavares)

Da sala pra rua, da rua pra sala

Bom dia, trabalhadores! O galo acaba de cantar.
Contrariando uma amiga que me disse que no Brasil de hoje a saída é arranjar emprego pra pagar as contas e teatrar por hobby, penso que agora é mais que a hora de não deixar isso acontecer,  senão não restará nada de nós, a não ser na Academia. 

Sigo para São Paulo nos trilhos do Senhor Brecht de Gonçalo M. Tavares, indo de casa em casa com o trabalho das Palavras. Poesia, conto, reflexão, diversão, afeto. Sessões sábado, domingo, segunda, terça e quinta, com novas parcerias brotando em vários estados, das quais falarei em seu tempo devido.

Quarta-feira de 8h às 18h leio de cabo a rabo em praça pública a epopeia do Gonçalo - Uma Viagem à Índia, composta por 1.102 estrofes e cerca de dez mil versos. No intervalo do almoço, boto pra rodar na caixa de som uma montagem que também levo ao Senhor Brecht, de áudios recolhidos na internet dos dias que acabaram de passar, mas não passam jamais. "Passado é tudo aquilo que não quer passar" - trechos da votação na Câmara da denúncia contra o Rato, leitura da voz do Google do texto da Reforma da Previdência, depoimentos, entrevistas, políticos, civis incendiados, eticeteras, e claro, uma musiquinha pra ajudar a digerir o rango porque a gente merece - a nossa, a do Chico, a Tua Cantiga. <3 font="">

Poetas escritores atores músicos que tiverem conteúdo fresco pra eu meter na caixa de som na praça na hora do almoço (nosso horário nobre), manda pro meu e-mail com o assunto POESIA

Demais cidadãos que reivindicam uma presidência legítima através do voto, gravem no celular o seu grito MEU VOTO 2017 DIRETAS JÁ e me manda por email com o assunto DIRETAS JÁ
Recapitulando:glauceguima@gmail.com

Muito obrigada,
#tamojunto 

(Próxima epopeia: Aquela Minha Viagem a Lisboa)


O circuito "Sala para Rapsódias - O Senhor Brecht" desta semana só é possível com o apoio das seguintes pessoas físicas Marisa Dea, Beatriz Rodder, Bella, Jacqueline Pereira, Ave Terrena. Aplaudo! (Os endereços não são divulgados quando se trata de casa particular).
Semana que vem é Minas Gerais.






Presente de Sérgio Ricardo

O VOO DA ATRIZ

Simplesmente Glauce
Porta-voz da poesia e do teatro
Pombo-correio de mestres
Deposita nas mentes
De cada um as sementes
Do amor mais transparente
Que forja com seu talento
A varrer do entendimento
Obscuras conclusões
Que se diluem ante as inflexões
De sua bela performance

Profissão?
Missão?
Prazer?
Desprendimento?
Guerreira?
Simplesmente Glauce
Incrivelmente Glauce.
Não importa se de Minas
Ou se veio da China
Se te ama ou te abomina
Sei que tem asas e voa
Hora pousando em mansão
Ou só parando na esquina
Onde a platéia se aquieta
Para assistir Glauce Guima

S. R.
29 julho 2017

Foto: Cafi

Mestre que quase me mata do coração, obrigada, vosso poema me inspira, não mereço mas careço, fico feliz pelos poemas e o papo agudo da noite de sábado terem vos balançado as entranhas, na falta das instituições temos nossos corpos e vozes, os bailes da vida – todo artista tem de ir aonde o povo está, e ir também aos burgueses, eles mandam, fazem leis e decretos, o século xxi é o séc do sentimento e da inteligência, amo-vos do fundo do meu coração, e estais em meu projeto futuro – o harém da glauce – construção do asilo com 17 quartos na casa principal para os alfa, chalés espalhados para as beta.
Vossa,
G. 

"O Senhor Brecht" de GMT em Portugal



Começou em 2011 quando meu irmão, o diretor professor e escritor Juarez Guimarães Dias, veio a Lisboa concluir sua tese de doutorado “Narrativas em cena: Aderbal Freire-Filho(Brasil) e João Brites (Portugal)” e aqui viveu por 6 meses. Teve contato com a literatura de Gonçalo M. Tavares e me emprestou o livro “O Senhor Brecht” propondo-me a produção da montagem, na qual me dirigiria. Convidei o magnífico ator Lourinelson Vladmir, a quem denomino “rapsodo-mor”, para integrar o elenco. No projeto tínhamos cenógrafo, preparadora corporal, iluminadora, figurinista, até um correspondente de Lisboa via skype, o dramaturgo lisboeta Mickäel de Oliveira) – a encenação era ambiciosa, assim como a circulação. Aprovada pela Lei Rouanet (e jamais captada), prevíamos passar por quatro estados brasileiros e também por quatro países de língua portuguesa - Portugal, Cabo Verde, Moçambique e Guiné-Bissau.


Diante da dificuldade de se levantar esta verba, depois de 1 ano simplificamos o projeto. Utilizamos até como justificativa a tragédia nuclear de Fukushima, quando naquele momento as palavras de "O Senhor Brecht" se faziam ainda mais necessárias. Mas nada. Um edital, dois, três. Um ano, outro, e nada.


Em 2014 caducou a licença dos direitos de autor para captação. Envergonhada, passei mais de um ano ruminando a vontade de renová-los. Não tive coragem de escrever para o autor, sabia que era dar murro em ponta de faca. Para que a coisa acontecesse, teria de traçar um novo caminho - e este se deu logo Depois das grandes mudanças no país*. Abismada com os acontecimentos recentes no Brasil, saquei “O Senhor Brecht” da estante para me salvar numa tarde de várias notícias absurdas, uma mais que a outra. No dia seguinte liguei para o Louri “Não aguento mais. Vou levantar o Senhor Brecht de forma independente, vamos? Estou indo". Marcamos os dois para relermos juntos, e encontramo-nos na praia, fim de tarde. Esta caiu e continuávamos a ler, em voz alta, e uma amiga dele que passara por ali permaneceu nos ouvindo e por vezes leu conosco. Ao fim do livro, havíamos definido o Sala para Rapsódias e a existência do multiplicador (diante da presença ativa desta amiga/ouvinte, invertendo ali os papeis). E que não disporíamos de mais nada além de nossos corpos e vozes, abandonando todos os artifícios teatrais, mesmo porque não tínhamos salas de teatro. Circularíamos então por salas de casas.


Marcamos a primeira sessão para dali a 2 meses, em São Paulo, e fomos gentilmente recebidos na sala do escritório da Companhia do Latão. Além de amigos queridos, contamos com o incentivo e a presença do autor, o escritor GMT, que se encontrava na capital ministrando um curso.


O Sala para Rapsódias baseia-se no que Pasolini definiu em seu Manifesto por Novo Teatro, como o “Teatro da Palavra”, trazido por Louri de sua trajetória como rapsodo homérico (recita os cantos 1, 2, 6 e 9 da “Ilíada”). O multiplicador é o ouvinte da sessão que demonstra interesse em também contar as estórias de “O Senhor Brecht”, e passa a trilhar seu próprio caminho.


No Brasil, a possibilidade da existência do multiplicador neste momento de grave crise social, em que as principais verbas da cultura têm sido cortadas ou congeladas, em que as secretarias de cultura têm se mesclado às de esporte e turismo, é de fundamental importância para o aprimoramento do trabalho do artista que agora se vê na obrigação de justificar sua existência através de suas próprias ferramentas de trabalho.


Neste caminho, ‘meu’ “O Senhor Brecht” foi acolhido no Brasil primeiramente em casas de amigos, passando para as dos amigos dos amigos, e por consequência, às dos amigos dos amigos dos amigos, que por afeto se tornaram também amigos meus. Agradeço a todos pela oportunidade e interesse, e digo que volto logo para continuar o circuito que mal começou e já se mostrou aí um solo fértil, tendo como termômetro o bom e velho "chapeu", aquele que não mente.   

A sala de casa aproxima, dá intimidade, revela quem somos. Na sala de casa é onde conversávamos os assuntos mais importantes, e hoje anda abandonada, cada membro da família é auto-suficiente com seu telemóvel entre as quatro paredes do quarto de mal dormir. “O Senhor Brecht” é urgente. As estórias de GMT provocam o afeto quanto à nossa condição humana, diverte e faz refletir. Ali estamos em conjunto, é gente falando com gente. Sentimo-nos mais fortes, frente a um cotidiano de intenso massacre da subjetividade, causada pela sedutora tecnologia, isso para não falar da neurociência.


Cheguei ontem em Lisboa. Não sei como será, aqui conheço ninguém além de minha querida e carinhosa anfitriã Maria Manuel, Miúcha para os íntimos. Amanhã me encontro com Catarina Real, artista plástica que se interessou pelo projeto e tem me indicado vários lugares. No Porto, há sessões marcadas para maio, que meu amigo diretor e dramaturgo Jorge Louraço Figueira está cavando. Em Belo Horizonte, o multiplicador Gabriel Castro Cavalcante se apresenta este fim de semana com 'seu' sr. Brecht, sob orientação artística de Juarez Guimarães Dias. Não estou sozinha, e há outros multiplicadores interessados no Brasil, estudando o texto. Já já eles aparecem. Falaremos em coro cada vez maior. O coro do afeto. E este coro somente me é possível realizar porque conto com a eficiência do trabalho de Henrique Landulfo como produtor administrativo.


Depois de circular Portugal, tenho adiante Cabo Verde, Moçambique e Guiné-Bissau para trilhar, e não faço hoje a menor ideia de como nem quando chegarei lá - assim como não tinha ideia de como chegaria aqui. Estou apenas cumprindo um projeto aprovado em 2011 pela Lei Rouanet (e jamais captado), porque a necessidade existe, não é virtual nem trabalho para se ganhar dinheiro ou visibilidade. Se a África não for possível desta vez, será da outra. Não tenho pressa, tenho fé. Além de muitas saudades de todos vocês, meus amigos queridos. Já já estou de volta, meu ponto de partida será sempre.

 

* "Mudanças

Tinha sido manicure num cabeleireiro. Depois das grandes mudanças no país, e aproveitando a anterior experiência profissional, era agora uma das funcionárias que amputava dedos aos criminosos."

(Gonçalo M. Tavares, "O Senhor Brecht")